Com a pandemia da Covid-19 que o mundo inteiro vive atualmente, o álcool em gel se tornou um produto muito comum e muitas vezes até essencial para as pessoas. Porém, qual a melhor maneira de utilizá-lo? Há perigos com o excesso de uso? Ou então, há riscos de acidentes caso ele entre em contato com o fogo?

Os professores da Unoeste Osvaldo Natal Ramos e Gloriane Izabel de Oliveira, de Medicina e Farmácia respectivamente, esclarecem essas e outras dúvidas na matéria abaixo.

De acordo com o professor Osvaldo, há a recomendação do uso do álcool em gel justamente pela eficácia contra o vírus, porém, a população deve se lembrar de que os cuidados precisam ser redobrados, já que é um produto inflamável.

“O grande perigo do álcool em gel é que em contato com o fogo as chamas se tornam invisíveis impedindo que o indivíduo perceba de imediato o acidente. É importante principalmente que este produto fique longe de crianças e de fogões, por exemplo.

Em hipótese alguma utilizar para acender churrasqueiras e após fazer a assepsia nas mãos, aguardar alguns minutinhos antes de realizar tarefas na cozinha. A prevenção sempre é a melhor recomendação!”, salienta.

A professora Gloriane complementa que o álcool 70 realmente possui uma concentração ótima como efeito bactericida e deve ser usado, sim, para a limpeza das mãos, porém seu efeito se dá somente a partir de fricção. “As pessoas precisam tomar muito cuidado com a qualidade do álcool. Se for utilizado um álcool com uma porcentagem maior ou menor que 70%, por exemplo, não há eficácia enquanto agente desinfetante”, explica.

A docente orienta sobre a maneira correta da utilização do álcool em gel, mas salienta que o ideal realmente é a higienização das mãos com água e sabão. “O uso do álcool 70 deve ocorrer somente nos casos em que não seja possível lavar as mãos, já que o produto, se usado em excesso, pode remover a camada de gordura que protege e mantém a hidratação da pele. Em hipótese alguma deve ser utilizada em outras partes do corpo, como rosto, por exemplo, já que isso pode provocar ressecamento e vermelhidão”, informa.

Por fim, Gloriane deixa um alerta para muitos que não tenham conhecimento sobre a reaplicação do álcool em gel: “Ao entrar em contato com a pele, o álcool 70 elimina vírus e bactérias em questão de segundos. Porém, sua ação acaba instantaneamente após a secagem. Então, caso o indivíduo se submeta a outros fatores de contaminação, ele deve reaplicar o produto já que uma única aplicação não garante proteção longa, como muitos acreditam”, fala.

Fonte: Portal Nacional de Seguros
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